Nas minhas criações abordo as dimensões afetivas e políticas do processo criativo a partir do corpo, das emoções, das questões interculturais, a partir da própria história de vida.

Na minha prática artística e pedagógica exploro a relação metafórica entre movimento e a maneira como interagimos com o mundo, defendendo um entrelaçamento entre processos criativos/ interculturais/ interpessoais. Venho desenvolvendo uma pesquisa a partir de rastros e ressignificações de diferentes culturas de movimento (essencialmente, danças africanas/ afro-brasileiras, e a capoeira angola), buscando entender como que uma artista, mulher, portuguesa, europeia, branca, sujeito do séc. XXI, se relaciona e reinterpreta os movimentos, valores e idiossincrasias dessas tradições.  Aqui não é o “puro” ou o “tradicional” que interessa buscar, mas sim o borrado, o ambíguo, as transformações, e as relações estabelecidas com esses conhecimentos.

Outro interesse de pesquisa é também como que essa ressignificação abre espaço para o desenvolvimento da expressão pessoal, para a maneira única de cada um se movimentar.

Focando na interligação entre padrões de movimento e padrões de pensamento/ atitudes de mundo, a minha recente pesquisa centra-se em princípios comuns à dança contemporânea, Gyrokinesis e capoeira angola (movimentação espiralada, circular e fluidez).

A minha abordagem é “orientada para o processo” e interessa-me entender como o processo criativo em dança pode ser uma forma de estimular habilidades interpessoais cruciais no mundo atual, habilidades como diálogo, interdependência, empatia, adaptabilidade, resiliência.

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CRIAÇÃO

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INTERPRETAÇÃO

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VIDEODANÇA

Dizei Becket in the House

Vídeo-Instalação para recital do Sindicato de Poesia de Braga.

Um percurso que procura dar casa (e corpo) às palavras, às vezes estranhas, às vezes desconexas, da poesia de Beckett. Geralmente catastrofista, lírica às vezes. 


PERFORMANCE: Teresa Fabião

CÂMARA & EDIÇÃO: Tiago D'Oliveira

Curvas Dúbias

“Nem tudo o que parece é”. 
Experimentos em torno da ideia de partes do corpo “ambíguas” (exercício final do workshop de “Choreogeography” com Alex Reuben/ UK).


CRIAÇÃO: Teresa Fabião e Norma Santana 

CÂMARA & EDIÇÃO: Adilson Borges

Ozmozoom

Desconstruindo o olhar perfeccionista e artificializado da abordagem geral da dança, uma visão poética sobre partes inconscientes do corpo (cabelo, pele, rosto, ...)....

CRIAÇÃO, CÂMARA & EDIÇÃO: Teresa Fabião

PERFORMERS: Alunos do 2º ano do curso de Coreografia da Escola de Dança da Funceb/ Brasil

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LAMA

O trabalho utiliza o contato-improvisação para propor a exploração cinestésica/ sensorial e provocar uma reflexão acerca do sentido do tato nas relações humanas. 
A Performance Lama pretende desmascarar mascarando. Encurtar distâncias físicas e subjetivas, a partir da utilização das camadas de lama no corpo.
A criação da Performance Lama foi inspirada na obra "Jardim Das Delícias Terrenas", de Hieronymus Bosch.

CRIAÇÃO COLETIVA 
CÂMARA & EDIÇÃO: Drica Borges

ENTE

Estética barroca, sem distinção entre bonito e feio, abundância de formas.
Experiências sobre o corpo transformado em “carne”. Experiências sobre corpos desencarnados”.

 


CRIAÇÃO, PERFORMANCE & EDIÇÃO: Teresa Fabião

CÂMARA: Pedro Fabião

Technorgânico

A constante interacção entre o orgânico (sob a forma de dança), e o digital, o interface audio e visual, materializa a transposição das capacidades humanas para o universo da tecnologia e a natural alteração sensorial daí decorrente, aproximando e confundindo o biológico e o tecnológico não pela supremacia de um meio sobre o outro, mas antes pela coexistência harmónica entre ambos.


CRIAÇÃO: Marta Borges e Teresa Fabião

PERFORMANCE: Teresa Fabião